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Porque as “Empresas cooperativas continuam fortes em tempos de crise”?

Tema definido pela ACI (Aliança Cooperativa Internacional) para o Dia Internacional do Cooperativismo de 2013 reforça a solidez do sistema cooperativista.

O cooperativismo é um estilo de vida, desvinculado de qualquer sistema político ou religioso, organizado através da união das pessoas em torno de objetivos comuns. As cooperativas seguem princípios e valores definidos há mais de 160 anos e em nível mundial mais de 1 bilhão de pessoas são à elas associadas. Após o reconhecimento pela ONU de que “cooperativas constroem um mundo melhor”, está devidamente comprovado que, entre outros aspectos, o cooperativismo gera: desenvolvimento local, equidade, empreendedorismo, manutenção de empregos, riqueza, inclusão social, desenvolvimento de lideranças, integração e organização social.

A crise internacional que estamos vivenciando demonstra claramente que devemos acabar, ou ao menos mitigar, com os excessos dos atuais modelos econômicos, que demonstram claramente uma distribuição injusta da riqueza, privilegiando sua concentração nas mãos de poucos. O cooperativismo é uma alternativa real para que a população tenha outra visão de como os seres humanos podem viver conjuntamente, baseados na ajuda mútua, mas sem renunciar a sua individualidade, a propriedade privada e às características pessoais e naturais de cada pessoa.

Em nível mundial as cooperativas tiveram menos sobressaltos, durante a crise financeira, do que as demais empresas, justamente por estarem baseadas em princípios e valores diferenciados, que não buscam o enriquecimento desenfreado através da especulação ou do prejuízo alheio. Tais princípios são como as estruturas e fundações de um grande edifício, que apesar de não estarem visíveis após o prédio estar acabado, estão lá, dando condições de existência para tudo que está acima delas. Quanto maior a construção, mais complexas e profundas serão suas estruturas. O mesmo ocorre com as árvores, que à medida que crescem fortalecem e aumentam suas raízes.

Em uma cooperativa, o que os associados percebem são os produtos e serviços que ela oferece, mas o que de fato sustenta a cooperativa são suas raízes, os fundamentos sobre os quais está construída a cooperativa, que são os princípios e valores do cooperativismo. Quanto maior for a cooperativa, mais apegada ela deve estar a sua base filosófica e doutrinária, garantindo sua solvência, seu crescimento e desenvolvimento, e sua perpetuidade no tempo.

Graças aos diferenciais implícitos nos 7 princípios cooperativos: a) adesão livre e voluntária; b) gestão democrática; c) participação econômica dos membros; d) autonomia e independência; e) educação, formação e informação; f) intercooperação; g) interesse pela comunidade; as cooperativas são menos suscetíveis a crises e a outras características inerentes ao capitalismo.

O que devemos lembrar, é que assim como em uma árvore, devemos constantemente, regar e alimentar nossas raízes, permitindo que estas tenham a força necessária para suportar nosso crescimento e desenvolvimento.